Curiosidades do Filme

  • Ralph Fiennes ganhou 13kg bebendo a cerveja Guinness para o seu papel. Spielberg escalou ele por causa de sua "maldade sensual".

  • Claire Danes foi originalmente considerada por Spielberg para um papel, mas ela recusou por que ele não poderia providenciar para ela um professor no set. O papel para o qual ela foi considerada é desconhecido.

  • Tim Roth foi considerado para o papel de Amon Goeth.

  • Billy Wilder contribuiu para o primeiro rascunho do roteiro deste filme, e nos estágios iniciais foi considerado para a direção.

  • Martin Scorsese recusou-se a dirigir este filme nos anos 80. Ele achava que não faria um trabalho tão bom quanto se o diretor fosse judeu.

  • "A Lista de Schindler" foi a apresentada a Steven Spielberg por Sid Sheinberg. Ele comprou os direitos do livro em 1982 na esperança que Steven Spielberg o dirigisse. O filme explodiu em sucesso na mesma época em que Sheinberg estava deixando a MCA/Universal.

  • Spielberg começou a trabalhar neste filme na Polônia, na mesma época em que "Parque dos Dinossauros" estava em estágio de pós-produção. Ele trabalhava no "Parque dos Dinossauros" via satélite, com a ajuda de George Lucas.

  • A cena da "liquidação" no gueto de Cracóvia era apenas uma página no script original. Spielberg a transformou numa cena de 20 páginas e 20 minutos de filme baseando-se em depoimentos dos sobreviventes. Por exemplo, a cena em que o jovem homem escapa da captura pelos soldados alemães lhes dizendo que ele foi ordenado para tirar as bagagens da rua foi tirada diretamente de uma história de um sobrevivente.

  • Como Spielberg não obteve autorização para filmar em Auschwitz, as cenas do campo de concentração foram filmadas em um set construído em um dos estúdios da Universal, construído à imagem e semelhança da real Auschwitz.

  • A pessoa que coloca as flores em cima das pedras nos créditos finais é Liam Neeson e não Spielberg como algumas pessoas acham.

  • O filme, como mostrado na maioria dos países, tem a canção "Yerushalayim shel Zahav" - Jerusalém de Ouro - no final. Quando o filme foi mostrado em Israel, as platéias riram disso, por esta canção ter sido escrita depois de 1967 como uma canção popular! Eles então redublaram com a canção "Eli Eli", que foi escrita por Hannah Sennesh durante a Segunda Guerra Mundial, sobre o final, por ser mais apropriada.

  • Steven Spielberg não cobrou um único centavo para trabalhar neste filme. Ele alegava que o dinheiro seria fruto de assassinatos. Todo o dinheiro que caberia a ele, até mesmo resíduos de direitos autorais, foram repassados à Shoah Foundation, a organização que gravou e arquiva os depoimentos de sobreviventes e testemunhas do Holocausto.

  • O co-produtor Branko Lustig interpreta um garçom durante a primeira cena. Lustig é um dos sobreviventes dos campos de concentração nazistas e já produziu alguns outros filmes que abordavam este tema, incluindo "A Escolha de Sofia" (1982) e "Shoah" (1985).

  • Steven Spielberg ofereceu a Roman Polanski a posição de diretor do filme. Polanski recusou pois achava que o tema era muito pessoal para ele, que viveu no gueto de Cracóvia até os 8 anos de idade, e cuja mãe morreu num campo de concentração de Auschwitz. Polanski viria a dirigir depois "O Pianista", seu próprio filme sobre o Holocausto.

  • É dito que, durante as filmagens, a atmosfera foi tão depressiva que Steven Spielberg pediu para seu amigo Robin Williams se ele poderia filmar algumas cenas de comédia.

  • Steven Spielberg inicialmente pretendia fazer o filme em polonês e alemão com subtítulos em inglês, mas voltou a idéia atrás por que ele não seria capaz de avaliar corretamente as atuações em línguas não familiares.

  • Steven Spielberg deu a Liam Neeson vídeos caseiros de seu mentor Steve Ross - o chairman da Time Warner - para ajudá-lo a desenvolver o personagem de Schindler.

  • A pedido de Steven Spielberg, Aaron Sorkin fez do "uma lavagem nos diálogos" no script excessivamente cheio de frases.

  • Em outubro de 1980, o autor Thomas Keneally estava voltando para a Austrália quando parou no caminho para o aeroporto para comprar uma mala em uma loja de malas em Beverly Hills pertencente a Leopold Pfefferberg - que era um dos 1.200 salvos por Schindler. Entrou na sua loja de malas na Califórnia e saiu de lá com a história de Oskar Schindler, que decidiu contar. Ele fez com um grau de desenvolvimento só possível devido aos muitos que sobre ele quiseram falar. Entre estes, dezenas de "schindlerjuden" (Judeus Schindler), ou seus descendentes, como Pfefferberg, salvos por ele de um destino que foi o de mais de seis milhões na Alemanha nazista. Keneally ganhou com "A Lista de Schindler" o Booker Prize em 1982.

  • Steven Spielberg finalmente resolveu fazer o filme quando executivos do estúdio perguntaram a ele por que ele simplesmente não fazia uma doação de algum tipo ao invés de desperdiçar o tempo e o dinheiro de todos num filme deprimente.

  • Para recolher trajes para 20.000 figurantes, o desenhista de roupas colocou propagandas em que procurava roupas. Como as circunstâncias econômicas eram pobres na Polônia, muitos pessoas estavam ansiosos para vender as roupas que possuíam desde a década de 40 e 50.

  • De acordo com os diretores de arte, nenhum verde foi usado no set na forma de cor ou roupas por que eles não apareceriam bem no filme preto e branco. Atenção especial foi dada para a quantidade de luz ou tinta usado no set para aparecer corretamente no filme, para não ser diferente de como seria visto na vida real.

  • "A Lista de Schindler" foi o primeiro filme em preto e branco a ganhar o Oscar de Melhor Filme desde "Se Meu Apartamento Falasse" (1960).

  • "A Lista de Schindler" filme ocupa o honroso 9º lugar na lista dos 100 maiores filmes americanos de todos os tempos do AFI - American Film Institute.

  • Ao custo de 25 milhões de dólares, este é o filme em preto-e-branco mais caro da história.

FONTE: The Internet Movie Database (IMDb)

Comentários

a lista de Schindler

após mais de 15 anos que esta obra prima do Cinema foi produzida, ele continua a ressoar em nossa consciência de forma atual e gritantemente viva, sobretudo em nosso mais intimo foro pessoal. Este filme se torna um patrimônio da humanidade na medida em que dinamiza a revelação de um dos capítulos mais indigestos da humanidade. Nas incontáveis vezes que o assisti, pude reiteradamente reconsiderar sua inquestionável fidelidade histórica e sua importância memorial descritiva, fato este que deve ser alvo e um dever da humanidade, relembrar a dor, não por mero Mazoquismo melancolizado, mas pelo peso imensurável da injustiça e monstruosidade humana pelo seu semelhante. A lembrança dos horrores da 2o Guerra devem ser gravados perpetuamente na consciência de cada homem e mulher de nossa geração e das gerações futuras por inúmeras razões, uma delas e para mim a mais importante motivação, é que a evolução humana e a construção do futuro deve-se fundamentar na história e sobretudo nos erros e atrocidades do passado. Esta fita VHS que tenho servirá para meus filhos e Netos. Obrigado...

A Lista de Schindler e Steven Spielberg

Um comentário de Lustato Tenterrara
sobre o filme A Lista de Schindler e sobre o seu Diretor e Produtor Steven Spielberg
(Lustato Tenterrara)

"Steven Spielberg não cobrou um único centavo para trabalhar neste filme. Ele alegava que o dinheiro seria fruto de assassinatos. Todo o dinheiro que caberia a ele, até mesmo resíduos de direitos autorais, foram repassados à Shoah Foundation, a organização que gravou e arquiva os depoimentos de sobreviventes e testemunhas do Holocausto."(http://alistadeschindler.com/Filme/Curiosidades)

Steven Spielberg finalmente resolveu fazer o filme quando executivos do estúdio perguntaram a ele por que ele simplesmente não fazia uma doação de algum tipo ao invés de desperdiçar o tempo e o dinheiro de todos num filme deprimente.(http://alistadeschindler.com/Filme/Curiosidades)

Houve um tempo em que percebi um certo louvor sobre um filme que eu não estava com a menor intenção em assistir. O nome do filme era (e é) A Lista de Schindler.

E o motivo pelo qual eu não desejava assistir era, na verdade, dois motivos: O filme ser em preto-e-branco e a carnificina a que meu Ser ficaria exposto. Não! Não haveria ser, nesta terra abaixo desse céu azul, que me faria assistir àquele filme. Eu já houvera visto muitos filmes sobre o Holocausto Judeu. Já houvera visto muito daquela monstruosidade. Nada de novo poderia ser acrescentado àquele passado histórico e vergonhoso da História das Civilizações.

Estava enganado. A genialidade e sensibilidade de Steven Spielberg iria mostrar-me o quanto eu estava errado em negar-me a assistir ao filme A Lista de Shindler.

Hoje, ao pesquisar na web (com o Google, claro) localizei o Site Oficial do filme no link http://alistadeschindler.com/Filme/SiteOficial

Muito bem elaborado, com um resumo sinótico sobre o filme como um todo no link http://alistadeschindler.com/Filme e, depois, uma sinopse de cada etapa e fases do filme.

Um grandioso trabalho. Assim, por isso, encaminhei um e-mail por intermédio da seção contato do site, no link http://alistadeschindler.com/Contato

Segue adiante, o meu pedido ao web site:

E-Mail de Lustato Tenterrara ao Website http://alistadeschindler.com/Contato

Prezados Senhores,

Qual o nome do autor da sinopse do filme expresso nesse site?

É que gostaria de citá-lo, pois coletei alguns dados desse website, para alguns de meus websites e só foi possível creditar esse site, sem a pessoalidade de quem escreveu a sinopse.

De fato, gostaria mesmo de o saber ante o fato de concordar inteiramente com o autor da sinopse quanto ao efeito visual - e o ápice do filme - qual seria o filme ser todo em preto-e-branco (de luxe), obrigando o espectador a perceber a monstruosidade do ocorrido, de uma forma 'sui generis', como se fosse algo simples, quando aparece aquela linda criança, uma menininha, correndo, perdida nas ruas, no meio dos soldados alemães, trajando um vestidinho vermelho - e que depois se vê, entre os cadáveres, um corpinho massacrado, trajando aquele vestidinho vermelho.

Realmente considero esse o momento do filme. O diferencial, o tudo! O espectador sai do cinema em choque com aquela realidade brutal. Mediante aquela cena, Steven Spielberg subiu um milhão de vezes no meu conceito sobre a sua arte. Spielberg consegue fazer o espectador engolir em seco o fato de terem sido seis milhões de judeus, assassinados e massacrados. Aquela menininha transforma e transporta todo o holocausto para o sentimento interno, pessoal, do espectador.

E eu que demorei a ir assistir por puro preconceito. Ou melhor, dois preconceitos: O filme ser em preto-e-branco; e a carnificina que fatalmente haveria de presenciar.

Afinal, como se faz um filme em preto-e-branco, numa era tão moderna? O outro era o fato de que todos os outros demais filmes que eu já ouvera assistido sobre o holocausto apenas mostravam o holocausto como uma tragédia - que o foi -, e que não valeria a pena ir assistir novamente milhares de cadáveres sendo empurrados com tratores de terraplanagem de estradas. Não! Eu não me levantaria para assistir aquela carnificina, pois que era isso - apenas - o que os demais filmes sobre o holocausto judeu levavam às telas dos cinemas.

Um dia, fui, porém.

Steven Spielberg, no entanto, fez-me sair do cinema com a nítida impressão de que aquela menininha era minha filha, ou sobrinha, ou irmã. Steven Spielberg fez-me uma personagem virtual, como se houvesse presenciado e sofrido pessoalmente, na carne, o sofrimento e a tragédia do holocausto.

Não sei quantos Oscars o filme e Steven Spielberg receberam. Mas se houver levado todos (até os de outras categorias em que não concorria - como desenho animado ou filme estrangeiro), ainda assim seriam poucos. Deveria levar todos os Oscars daquele ano e - ainda - mais um Oscar Especial, inventado na hora, só pra Ele, por fazer um filme preto-e-branco ficar colorido, de repente, apenas naquele vestidinho vermelho. A cor do sangue.

Saí com a nítida impressão de que havia demorado muito a ir assistir àquele filme, apenas por preconceito. O que demonstra que preconceito não deve ser uma barreira entre o Ser e qualquer outra coisa, pois muitas vezes não há a menor relação entre o conceito real e o pré-conceito.

Enganou-me Steven Spielberg. O filme, embora trágico, conseguiu ser original, e belo, e lindo.

Depois vim a saber que Steven Spielberg houvera sido pessoalmente atingido pelo holocausto judeu. E isso explicou a sensibilidade que Spielberg conseguiu passar à obra.

O filme "A Lista de Schindler" ficará na História das Civilizações como um dos três melhores filmes já produzidos pela raça humana. (Penso que já sei quais os outros dois... Mas não é o caso de ora se falar neles).

Bravo, Spielberg!

Lustato Tenterrara
Escritor-UBE-PI 343/99
Advogado-OAB-PI 4847
lustato@lustatotenterrara.com
www.lustatotenterrara.com
lustato@gmail.com